A relação do Executivo e da Câmara de Vereadores nos governos Jorge Pozzobom (PSD) e também no 1º ano da gestão de Rodrigo Decimo (PSD) não foi das melhores e, frequentemente, teve ruídos e críticas, inclusive da base, que esbravejava, especialmente, nos bastidores.
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No final de 2025, prefeitura e base se desgastaram muito e sem nenhum resultado, já que a Reforma da Previdência, enviada de forma açodada, e o convênio com Banrisul para o pagamento, via empréstimo, do 13º salário dos servidores foram retirados da pauta por não ter ambiente para votação de ambas os temas.
Para melhorar a relação, o governo pretende apostar em um nome que conhece bem a Casa e seus bastidores. Presidente do Progressistas em Santa Maria, o ex-vereador Pablo Pacheco foi convidado para assumir a missão de ser o articulador do Executivo com o Legislativo. “Existem tratativas e conversas, mas nenhuma definição”, disse ele. O ex-parlamentar atuou na Câmara por um mandato, já que decidiu não concorrer no pleito de 2024, mesmo com boas chances de se reeleger. Pacheco teria status de secretário e sua presença seria constante não só nas sessões, mas nas comissões e audiências públicas. E atuaria também nos bastidores, conversando com os parlamentares.
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O ex-vereador fez um trabalho qualificado no Legislativo pela sua capacidade e conhecimento demonstrado, além de ter uma boa relação com os parlamentares, inclusive com os de oposição, embora as diferenças ideológicas. Outro ponto pró-Pacheco é que ele é conhecedor da situação da Previdência municipal e terá subsídios para o grande debate de 2026. Sem dúvida, o governo acerta no nome convidado a julgar pelas suas credenciais.